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Influência do treinamento de marcha em pacientes com doença de Parkinson

Publicado em 25 de Janeiro de 2018
Influência do treinamento de marcha em pacientes com doença de Parkinson
Influência do treinamento de marcha em esteira nos sintomas secundários (fadiga e qualidade de vida) em pacientes com doença de Parkinson

Introdução: A Doença de Parkinson (DP) é uma doença neurodegenerativa que atinge os núcleos da base reduzindo a produção de dopamina e causando a morte dos neurotransmissores na substância negra. A ausência de dopaminérgicos causa diversos distúrbios como: tremores, bradicinesia, rigidez muscular, alterações na postura e na marcha. Além desses distúrbios primários, a fadiga e a piora da qualidade de vida são alterações secundárias, muito associada a essa patologia em cerca de 50% dos pacientes acometidos.
O tratamento fisioterapêutico pode proporcionar uma melhora tanto dos sinais primários quanto secundários, através de manuseios cinesioterapêuticos associados a técnicas complementares como o treinamento da marcha em esteira. Objetivo: verificar a influência do treinamento da marcha em esteira na fadiga e qualidade de vida em pacientes com DP. Metodologia: o estudo foi composto por 5 pacientes, de ambos os sexos, idade superior a 60 anos de idade, com diagnóstico clinico confirmado e exclusivo de DP. Após a seleção dos mesmos, estes foram avaliados segundo a Escala de hoehn e yahr modificada, escala de severidade de fadiga(fss) e a PDQ-39.
A seguir, foram submetidos ao tratamento fisioterapêutico 2 vezes por semana, em sessões de 60 minutos, baseado no treinamento de marcha na esteira ergométrica. O paciente foi submetido também há exercícios de mobilidade articular e alongamentos de membros superiores e inferiores, em seguida iniciou o treino de marcha em esteira ergométrica com estímulos visuais, durante 45 minutos, divididos em três séries de 10 minutos com pausas para descanso de 5 minutos após cada série, com velocidade inicial de 1,0 km / h durante 10 minutos. Em seguida, a 1,5 km / h 10 minutos; Finalmente, a 2,0 km / h durante 10 minutos, sendo reavaliados após 3 meses sob os mesmos parâmetros citados anteriormente. Conclusão: Através deste estudo foi possível obter um resultado positivo para os pacientes com Doença de Parkinson, melhorando a fadiga e consequentemente a qualidade de vida.

 
TCC apresentado no Curso de Fisioterapia da Faculdade Devry/Metrocamp, do aluno Leandro José Barbosa, sob orientação da Profa. Dra. Cristina Iwabe – Marchese